Secretaria de Cultura de Niterói / Fundação de Artes de Niterói
  ENGENHOCA
 
 
Agenda
Cultura
Niterói

Baixe aqui nossa programação mensal completa
Cultura Niteri

Área: 1,97 km2
População: 22193 habitantes (IBGE 2000)

O bairro da Engenhoca limita-se com o Fonseca, Santana, Barreto, Tenente Jardim e com o município de São Gonçalo. Sua área é de 1,93 Km2 e a densidade populacional registrada em 1991 é a mais alta da região, com 12.027 hab/Km2.

O nome, oriundo de antigos engenhos existentes na área, é um tributo ao passado do bairro, que até 1920 era formado por três grandes fazendas: Fazenda das Palmeiras (com palmeiras dispostas em alameda até a entrada principal); Fazenda da Madame (localizada perto dos limites com o Fonseca) e a Fazenda do Alemão (próxima aos limites com o Barreto).

Com o término da 1ª Grande Guerra Mundial, inicia-se no Brasil o processo de industrialização que irá se espraiar por suas regiões metropolitanas, inclusive a do Rio de Janeiro. O vizinho bairro do Barreto torna-se um pólo industrial produzindo, basicamente, tecidos, vidro e fósforos. A Engenhoca, com seus amplos espaços, era o local ideal para moradia dos operários que trabalhavam no Barreto. Paralelamente ao parcelamento das terras observa-se a ascensão de alguns clãs familiares: família Esteves, família Sardinha e família Mendes. Estas famílias vão estar presentes em aspectos do bairro, quer sejam econômicos ou políticos.

Este caráter de divisão do espaço com conotações de delimitação de área de influência política, irá se manter por mais tempo e, podemos observá-la melhor quando constatamos a presença marcante da família Cravinho na parte da Engenhoca próxima ao Fonseca, ou de Francisco Esteves em outros locais do bairro, ou ainda a atuação de Renato Silva nas áreas mais pobres.

A partir de 1946 observa-se o início da pavimentação dos logradouros, bem como a inauguração da rede elétrica. É nesta época que também ocorre a incrementação do processo de parcelamento das terras do bairro, fato que propicia significativo aumento populacional. O comércio floresce, como pode-se comprovar pela presença, entre outros, de um grande armazém, pertencente ao Sr. Saraiva, bem como padarias e farmácias. A presença do bonde consolida esse desenvolvimento, como ademais irá ocorrer em outros locais do município.

O antigo Largo da Morte - que detinha esse nome por ser local de disputas entre estivadores - concentrava o comércio da época e foi posteriormente rebatizado como Largo de São Jorge, numa tentativa de recuperação de sua imagem. A Engenhoca de então tinha fama de bairro onde se concentravam valentes.

Do ponto de vista religioso, fato interessante era o ecumenismo. O bairro possuía, além da Igreja Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, o Centro Espírita de José Neto, bem como igrejas evangélicas. Existia ainda no bairro um time de futebol - o Espírito Santo - datando desta época a construção do primeiro campo da Engenhoca. Posteriormente outros times foram criados: o Guarani, Teimosinho, Cadete, Palmeiras, etc.

O bairro é pioneiro em alguns aspectos, quer do ponto de vista social, quer do institucional. A Legião Brasileira de Assistência (LBA), à época presidida por Alzira Vargas, instalou na Engenhoca um posto de atendimento com uma das primeiras creches do Estado. Também no bairro observou-se uma tentativa de uso social da terra, com a atuação de Arlindo Drumond — dono de grande parte da localidade hoje conhecida como Cravinho — que oferecia suas terras para que famílias ali se instalassem produzindo para consumo próprio. Ainda em relação a esse pioneirismo, vamos encontrar também a presença da primeira vereadora de uma legislatura do país — Lídia de Oliveira.

Bairro eminentemente operário, onde a atuação do Partido Comunista foi sempre muito presente, encontramos no trabalho desenvolvido pelo médico Nelson Penna, através dos Centros Comunitários, um embrião das futuras associações de moradores.

Com o início do processo de decadência das indústrias do Barreto, refletindo o que vinha ocorrendo a nível nacional, transformações incidem tanto sobre esse bairro como também refletem-se na Engenhoca, expressando-se pelo esvaziamento populacional bem como pelo desaquecimento da atividade comercial.

Fonte: Niterói-Bairros - Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói - 1991








ÍNDICE DOS BAIRROS DE NITERÓI

REGIÃO DA BAÍA REGIÃO NORTE REGIÃO PENDOTIBA REGIÃO LESTE
Ponta D'Areia Ilha da Conceição Ititioca Muriqui
Centro Barreto Largo da Batalha Rio do Ouro
São Domingos Santana Maceió Várzea das Moças
Gragoatá São Lourenço Sapê
Boa Viagem Engenhoca Badu REGIÃO OCEÂNICA
Ingá Fonseca Cantagalo Jardim Imbuí
Morro do Estado Cubango Maria Paula Piratininga
Icaraí Tenente jardim Matapaca Cafubá
Fátima Viçoso Jardim Vila Progresso Jacaré
Pé Pequeno Baldeador Santo Antônio
Santa Rosa Caramujo Camboinhas
Vital Brazil Santa Bárbara Serra Grande
Viradouro Maravista
São Francisco Itaipu
Cachoeira Engenho do Mato
Charitas Itacoatiara
Jurujuba




Tags ,




Exposição relembra os tempos de escola
"Memórias da Rua" leva fotografias históricas para as Praças
Niterói comemora 440 anos com grande programação cultural
Historiador lança "Os bispos católicos e a ditadura militar brasileira"
História de Niterói


aaaaaa

Mapa do Site

Cultura Niterói
 
Espaços Culturais
 
Programas
 
Outros
 
 
 
Portal Transparência
Contracheque Online
e-SIC
Comprovante de Rendimento
Consulta de Processos
 
Rua Pres. Pedreira, 98, Ingá - 24210-470, Niterói - RJ | Tel: (21) 2719-9900 | E-mail niteroi.culturas@gmail.com