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  MEMÓRIAS DE CÁLCULO, POR BRUNO CONTARINI
 
 
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A arquitetura de Oscar Niemeyer, ao definir-se essencialmente como um grande corpo branco suspenso do terreno, e ocupado principalmente por um grande salão sem pilares, exigia o cálculo de uma estrutura especial, que merece a descrição de seus aspectos mais relevantes.

O grande salão central, com 462m2, completamente livre de pilares e contornado no alto por um amplo espaço destinado a mostras menores, conhecido como mezanino, levou-nos à execução de quadros, com grandes vigas protendidas e radiais, sob o teto do Museu. Apóiam-se tais vigas em seis pilares com 50cm de diâmetro.

Os quadros de vigas e pilares formam assim uma espécie de mesa, apoiada por sua vez sobre a estrutura do primeiro pavimento (Administração e setores técnicos). As vigas em que está pendurado o mezanino foram construídas em concreto protendido e avançam em balanços de 11m sob o forro do mezanino, integrando-se hoje à articulação plástica daquele espaço museológico.

O peso dessa superestrutura, transmitido pelos pilares ou prismas da mencionada mesa ao primeiro pavimento, é sustentado por um conjunto de vigas radiais realizado em concreto protendido; do apoio rígido sobre o pilar central, essas vigas se projetam em balanços de aproximadamente 10m até a periferia circular do bojo externo do Museu.

O comportamento estrutural das vigas exigiu que a armação negativa, na parte superior delas, passasse de um lado ao outro do apoio central, de forma a equilibrar todo o arcabouço até agora descrito. De fato, o apoio central cilíndrico é oco, para permitir o transporte vertical, por elevador ou placa elevatória, de peças abrigadas no subsolo; por isso, os cabos superiores da armação, forçados a desviar-se do poço, formaram uma estrela com a armação principal das vigas em balanço.

É assim que o apoio central recebe e absorve, transmitindo-o ao terreno, todo o peso da edificação em pleno funcionamento.

Quanto às fundações, e uma vez que é cavernoso o terreno do promontório de onde o Museu de Niemeyer parece voar para a paisagem, construiu-se sapata com 16m de diâmetro e 5m de altura.

O solo local é resistente. Ressalte-se que a carga total da construção, mesmo considerando o uso do Museu e o efeito dos ventos, é inferior ao peso da terra que foi retirada para a obra; a estabilidade vem do fato de que não se está acrescentando carga suplementar ao solo.

Por fim, as rampas de acesso público foram estruturadas em grelhas de concreto protendido com caixões perdidos.

Bruno Contarini - 2006
Engenheiro civil (responsável pelo projeto do cálculo estrutural do MAC)






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