Meu velho amigo coronel Miranda (1). A antiga e honrosa hospitalidade que sempre encontrei no seu jornal me deixa quase na certeza de tela ainda hoje, mais uma vez, não só pela sua bondade como também por tratar-se de assunto de interesse geral. Sou obrigado, acredite-me, a tomar espaço no seu jornal.

Não me leva a esta longa explicação, que abaixo se encontra, nem a vaidade, nem o desejo de molestar a quem quer que seja, procuro apenas apagar do espírito de quem da minha probidade profissional possa ter dúvida, sugeridas de certo pela falta de amplos conhecimentos da vida artística, na qual sempre se encontra a prova de ter sempre presado mais a minha reputação do que o interesse pecuniário.

Não podia, entretanto, deixar de me sentir magoado, por essa série de artigos, de notícias que se têm publicado a respeito de meu quadro Arariboia, porque elas me vieram demonstrar que ainda há, entre os meus conterrâneos, quem ponha em dúvida o meu critério artístico, coisa, aliás, que jamais se deu com trabalhos meus, mais valiosos e de muito superior importância monetária.

Escreveu-se muita, muita coisa, chegando mesmo ao insulto grosseiro, e tudo isto ecoava em meu atelier em Paris, levando de Nictheroy, meu berço natal, uma triste lembrança ao filho ausente.

Pensavam talvez que me demoveriam do propósito firmado de satisfazer, tanto quanto me fosse possível, a pátria e a arte, embora desagradando a um grupo que pretendeu tomar-me contas e dar-me uma orientação na feitura de um trabalho de arte, como se eu fosse homem e artista que precise de ser orientado.

Pensavam talvez que me demoveriam do reto proceder, ameaçando-me com a falta de pagamento do quadro, e até com a recusa do meu trabalho, esquecidos que não fora nunca a ambição monetária a luz que me guiou os passos na difícil carreira de artista, e que a recusa de um trabalho meu, pela iniciativa de um grupo, não me podia abalar, nem ferir em nada, pois do Salão de Paris eu tinha vindo, lá entrando por unanimidade de votos conferidos por mestres.


Foi com o nu "Fantasia" (1909) que Antonio Parreiras ingressa no 'Salon de la Societé de Beaux Arts' de Paris. Óleo sobre tela, 89 x 146 cm. Coleção Pinacoteca do Estado de São Paulo.



Se magoavam o homem pela grosseria e sem razão do ataque, não atingiam ao artista, este de longe vem através de lutas, de injustiças, de sofrimentos, e, graças ao Senhor, jamais esmoreceu, jamais fraquejou.

Esperei tranquilamente terminar o meu trabalho, que foi executado como quis, e como entendi e que fosse ele entregue à Prefeitura, para vir explicar-me hoje, que nem um toque mais posso dar sobre o meu quadro, que a isso me impede a camada de verniz que sobre ele dei.

Vereis, meu amigo, que se eu quisesse há muito teria posto termo, a toda essa gritaria que esse grupo de fantásticos descendentes de Arariboia - pois que os verdadeiros desapareceram por completo, como afirma um cronista dos mais abalizados - têm feito em torno de meu quadro.

Não quis, movia-me a piedade e dei tempo e esperei que refletissem, que estudassem bem o assunto, a fim de poupar-me o desgosto de vir hoje provar que a redação d'O Fluminense, os vereadores da Câmara Municipal, o bom do Manoel Benício, o prefeito e eu fomos vítimas de um logro e de uma peça bem pregada.

Principiarei, pois, por citar a lei que anterior ao contrato lavrado pela Prefeitura, mandava que se fizesse o retrato de Arariboia por uma gravura existente na Biblioteca Nacional.

Esta gravura não existe e nem nunca existiu!!!

Litografia que representa Arariboia, publicada em 1866 na Coleção Brazil Histórico, em 1866. (Biblioteca Nacional)
O que há na Biblioteca Nacional é uma litografia, existente no "Brazil Historico" do dr. Alexandre José de Mello Moraes, tomo primeiro, 2ª série - publicado em 1866. Ora, essa litografia não tem assinatura.

O seu valor é, pois nenhum - a verdade da sua origem é duvidosa, confundir essa litografia com uma gravura, com um documento de valor incontestável para servir de base a um quadro histórico é simplesmente desconhecer o que vem a ser um quadro histórico.

Feita essa litografia em 1866, isto é, há 43 anos apenas, onde foi buscar quem a fez o original para copiar? Nos arquivos e na Biblioteca nada existe. Qual pois é a origem dessa litografia?

A fantasia de um mau e pouco escrupuloso ilustrador de um livro, que naturalmente teve para desnorteá-lo um grupo fantástico de 'Arariboias', como este que também me quis desnortear, e do qual soube felizmente desvencilhar-me.

    Eis a prova do que acabo de escrever:

    "Exmo. sr. dr. diretor da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Venho solicitar de v. ex. resposta as seguintes perguntas, afim de, se for necessário apresentar à Câmara Municipal de Nictheroy e tornai as públicas.

    1ª - Existe na Biblioteca Nacional outro retrato de Arariboia a não ser aquela litografia que se encontra no 'Brazil Histórico' do dr. Mello Moraes publicado em 1866?
    2ª - Está esse retrato assinado?

    Agradecendo a v. ex. Antonio Parreiras.

Eis a resposta:

    "Ilmo, sr. Antonio Perreira. Satisfazendo vosso pedido, declaro que não há notícia de que exista nesta Biblioteca outro retrato de Martim Affonso, o Arariboia, a não ser aquele que vos referis, e que não está assinado. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, 18 de Novembro de 1909. - (assinado) Dr. Manoel Cícero. - Diretor."

Quereis saber agora, meu velho amigo, qual o valor dessa litografia, única que existe pela qual queriam que eu fizesse o meu quadro histórico?

Ouve o que dela diz Mello Moraes, fecundo historiador, o nosso cronista e filho do autor do 'Brazil Histórico'.

    "Meu caro Mello Moraes. Existe no 'Brazil Histórico' publicado em 1866 uma litografia representando Arariboia. Devo copiá-la ou dela me servir para fazer o retrato de Arariboia? Devo para bem representar Arariboia estudar de preferência o tipo da raça e destes estudos fazer então o retrato? Devo fazer Arariboia vestido ou como selvagem? Teu amigo, Antonio Parreiras."

Eis a resposta do eminente historiador.

    "Meu caro Parreiras. Em resposta a tua primeira pergunta, Não. Quanto à segunda, definitivamente, sim! É minha opinião que deve representar com atributos selvagens e como tipo significativo de raça. - (Assinado) Mello Moraes Filho."

Eis o que faço reduzida a famosa gravura de que tanto se glorificam aqueles que queriam impelir a perpetuidade da grosseria de uma litografia inexpressiva. Fica, pois completamente fora de questão a famosa gravura.

Vestido ou nu?

Vejamos agora o outro ponto do ataque - isto é, se no quadro histórico, Arariboia devia ser representado vestido ou nu, como eu fiz e como há de ficar.

Uma lei municipal autorizou ao prefeito dr. Pereira Ferraz - a mandar fazer o retrato de Arariboia, modelando-o por uma gravura existente na Biblioteca Nacional - é preciso não esquecer que a Câmara na sua boa fé votara essa lei, acreditando na existência de uma gravura.

Examinada por mim a reprodução dessa gravura, publicada n'O Fluminense (2), que também tinha sido vítima de sua boa fé, fui obrigado a declarar que não podia me servir em absoluto e inteiramente dessa gravura, pois que era defeituosíssima e se dela me servisse para fazer um retrato, esse seria baseado, embora em um documento deficiente e sem autenticidade.

Em vista da reprodução que da gravura apresentavam, havendo-a também examinado o prefeito, ele comigo concordou e resolveu mandar fazer um quadro onde, entrando a figura de Arariboia, fosse também sintetizada a fundação da cidade, pois que, assim, diz ele, em sua mensagem, "o quadro ganharia em valor histórico e maior seria a homenagem rendida a Arariboia".

Nestas condições, foi lavrado o contrato.

Procurei então estudar o assunto e a figura principal, que me mereceu especial cuidado.

Lendo tudo quanto se escreveu sobre Arariboia, encontrei-o sempre como um selvagem, valente, leal e dedicado à causa da colonização portuguesa. Pelos serviços prestados aos portugueses, no extermínio de milhares de brasileiros, isto é, de tamoyos, fora ele agraciado, por El-Rei Dom Sebastião, como uma comenda, em primeiro lugar, e com um vestuário de uso do Rei, em segundo.

Ora, o que a Câmara Municipal, que é o povo, pretendia era render homenagem ao fundador de Nictheroy e não ao exterminador dos valentes tamoyos, trazendo no peito o prêmio desse extermínio, que muito obscurece os feitos do valente índio.

A um português pode causar orgulho o reduzir dessa condecoração no peito de Arariboia, como também pode satisfazer-lhe a vaidade vê-lo envergando a libre de lacaio que lhe mandou El-Rei. A um brasileiro, porém, quer uma quer outra, só podem envergonhar.

Não podia, portanto, a Câmara de Nictheroy, render a Arariboia, transformado em súbdito português e condecorado por ter derramado o sangue de centenas de brasileiros, uma homenagem, nem mesmo que ela quisesse, esquecida que fosse, dos mais pequenos deveres de patriotismo e humanidade. Eu não me prestaria a auxiliá-la, porque antes de tudo sou brasileiro e fluminense.

Orgulho-me de conhecer profundamente a história da nossa pátria, ela me ensinou e me provou que de todos os colonizadores que teve o Brasil colonial, nenhum foi mais perverso, mais ambicioso, mais cruel, mais atrasado, e mais sangue brasileiro fez correr do que o português.

Portugal mandou para as terras ainda virgens do Brasil o ladrão, o assassino, o miserável gatuno, que enchiam as prisões de Lisboa, e não satisfeito em fazer da nossa pátria o depósito dessa crápula imunda, ainda os mandou para constituir a família - a meretriz vil, sifilítica, apodrecida no vício como posso provar com documentos de origem portuguesa.

O próprio português cujo nome deram a Arariboia, isto é, Martim Affonso de Souza, foi um miserável ladrão, um cruel assassino, um infame que mandara cortar as mãos das pobres indianas para roubar os braceletes que elas traziam - como provo com documentos de origem portuguesa.

O brasileiro nunca deve dizer "Arariboia ou Martim Affonso", esse último nome suja, enlameia, deprime e infama o nosso patrício, o valente índio, como o desonra a roupa e a condecoração que deram a Arariboia, prêmios que ganhou por ter derramado o sangue de brasileiros.

Assim pensando e encarregado de dar forma digna a essa homenagem, não podia representar Arariboia senão em puro caráter selvagem, isto é, no domínio de seus hábitos e costumes, em plena liberdade de seus movimentos e não ridicularmente enfiado em uma roupa usada, não talhada para dorso hercúleo, criado em puro estado da natureza.

São os próprios feitos de Arariboia, que mostrando a sua altivez, o seu amor pela liberdade, e sua independência, que repeliu todo o pensamento de admiti-lo aferrado a esse penduricalho que El-Rei lhe mandou, e a essa roupa velha e usada, ridícula recompensa a quem diariamente arriscava a vida por Portugal.

São as próprias palavras de Arariboia que vêm dizer-nos ainda hoje, que ele não vestiu essa roupa, que em boa hora eu não me lembrei de pôr na sua figura, no meu quadro histórico, por me ter convencido, a tempo, de que não devia fazê-lo, depois de apurada leitura de documentos em Portugal.

Eis o fato contado por frei Vicente Salvador:

    "Em 1575 chegou, por governador, o dr. Antonio de Salema, que foi cumprimentado pelas pessoas mais importantes da colônia, incluído Martim Affonso, ao qual como o governador desse-lhe uma cadeira, e ele em se assentando cavalgasse uma perna sobre a outra, segundo o seu costume, mandou-lhe dizer o governador pelo interprete, que aí tinha, que não era aquela boa cortesia quando se falava com o governador que representava a pessoa de El Rei.

    Respondeu o índio de repente, não sem cólera e arrogância, dizendo-lhe: Se tu soubesses quão cansadas eu tenho as pernas das guerras em que servia a El-Rei, não estranhavas dar-lhes agora este pequeno descanso, mas já que me achas pouco cortezão, eu me vou para a aldeia, 'onde nós não curamos desses pontos e não tornarei mais a tua corte'.

"Onde não nos curamos desses pontos", diz Arariboia.

Deste fato, depreende-se ainda, a relutância que tinha o famoso brasileiro em aceitar os hábitos e costumes do estrangeiro invasor da nossa terra, pois tanto foram os portugueses como os franceses, atendendo-se que ele nem queria falar outra linguagem que não fosse a sua, pois que já Cavalheiro de Ordem de Cristo e senhor e chefe da aldeia, ele só podia entender-lhes com o auxílio de um interprete, pois que Vicente de Salvador diz: "mandou-lhe dizer o governador pelo seu interprete que ali tinha".

Em lugar de glorificá-lo, se o fizesse vestido com a roupa que lhe mandou El-Rei - depois de haver lido o documento que acabo de transcrever -, torná-lo-ia tão ridículo, como o presente régio. Desapareceria a altivez inata de glorioso chefe índio que a história nos apresenta, cheio de senso humano e de caráter cívico.

A visão pueril de uma farda absurda, cômica, que, por isto mesmo, chamaria de preferência a atenção do espectador, sem que para isso houvesse justificado motivo, pois não vejo em que se honraria Arariboia vestindo a roupa usada do Rei e ostentando no peito uma comenda que, hoje como sempre foi designada, com raras exceções, à satisfação vaidosa dos nulos.

Nenhum motivo me poderia forçar, nem mesmo interesse me forçaria a pintar, um quadro de história nacional, um índio de fama histórica, consagrada, vestido com as roupas impróprias usadas por seu Rei no simples intuito falso e anacrônico e antipático com o ideal brasileiro de nobilitá-lo, pois que, mesmo pelo lado da verdade, se essa o fosse, ter recebido a roupa não prova que a tinha vestido.

É inverossímil que na maduresa do Hércules de Nictheroy, coubesse na forma material de um rei que morreu aos 23 anos, e que os historiadores portugueses pintam como um tipo mórbido e cuja estatura era de 1m43, conforme se verifica pela sua roupa.

Tratando se de um quadro, não faço concessões, não admito a mínima intervenção, nem mesmo a dos meus colegas os mais competentes. Pinto como penso e sinto, e só assim poderei ter consciência de haver cumprido um dever sem sofrimento do ideal da arte.

Tomando, portanto, a resolução de pintar o quadro, tendo como figura principal o Arariboia em todo seu caráter de selvagem, assim o fiz, e é, sem o menor temor, que enfrento hoje com a opinião pública, que vai ter ocasião de ver o quadro que idealizei.

Na execução do quadro histórico, tudo tinha era a lucrar, pelo lado material, pintando Arariboia vestido.

É proverbial a dificuldade de um nu em tamanho natural. O vestuário encobre as deficiências do desenho e da anatomia, é mil vezes mais fácil a sua coloração, isto é, mais sensível a obtenção de efeitos cênicos e, sobretudo, mais favorável a determinação dos planos; uma figura vestida destaca-se expeditamente de outra, pois há um recurso de mudar de tom e vontade.

Três nus, do mesmo tamanho, no mesmo plano, da mesma raça, de cor pobre em nuances, e quase insusceptível de contrastes, como há no meu quadro, é dificílimo executar sem monotonia. Nada disso olhei, arquei com todas as dificuldades e responsabilidades, tive dez vezes mais trabalho do que se vestisse as figuras, porém a minha consciência ficou tranquila.

Não foi sem recompensa; dias depois, admirei o grande mármore destinado a imortalizar Victor Hugo, cuja estátua sublime em seu tamanho natural é um nu, como os mármores gregos, tendo apenas, uns mantos sobre seus joelhos. Essa obra é do grande mestre o francês Augusto Rodin, o maior estatuário moderno.

Victor Hugo viveu ontem, pode se dizer, andava de sobrecasaca e cartola.

Porque não o representou assim o mestre? "Porque seria ridículo", responde Henry Manet.

    "Je pense que tous ces messieurs em pan talon vestoces e redingotes, ne faut pas bone figure sans inconvenient au pourrait les laisser au vestiare au dans un musu especial. Le veritable domaine de la brauteé vens savez, c'e ett le un, le ini et la draperie."

Agora imaginem se Henry Manet soubesse que um artista brasileiro, encarregado de pintar o retrato de um selvagem que andava nu, o havia vestido. Que diria o grande crítico? Que mais selvagem do que o retrato era o artista que o tinha vestido, e o povo que aceitou tal dislate.

Esse monumento ao Victor Hugo foi exposto no Salão de Paris, passou, portanto, por um rigoroso julgamento de artistas, os mais notáveis, e é hoje propriedade da República Francesa e ninguém se lembrou de acusar o escultor de ter feito Hugo nu, não de sobrecasaca, como ele ainda ontem andava pelas ruas de Paris.

Entretanto, no Brasil, em minha cara Nictheroy, houve quem quisesse e apregoasse que devia ser vestido um selvagem, que sempre andava nu, com uma roupa usada que lembra as dádivas aos criadores; e no caso, o degradaria do papel histórico de chefe e herói nacional, para a de um figurante de comédia.

Caspeaux (longe de mim, querer comparar-me ao notável escultor) quando compôs o grupo da "Dança", que hoje enriquece o suntuoso edifício da Ópera em Paris, passou pelo desgosto de ver quase destruída sua obra, porque nela entrava mulheres nuas.

Hoje Caspeaux é glorificado por esse motivo, e sua obra é conservada pela França como uma das suas maiores preciosidades artística.

É que na França de hoje, a educação geral tornou nula a ação sempre nefasta de grupos que se aproveitam da incúria da sociedade para mantê-la em certo grau de ignorância, e vivem de sua exploração.

É urgente dar golpe de morte nesse vezo impatriótico de criticar a obra nacional, sem estar aparelhado do saber técnico necessário para apontar o erro ou a bondade dele. Sem esse saber geral e a formação do critério pessoal, é inútil pretender que o artista tome a sério a crítica local.

Antonio Parreiras.

Notas:

(1) Francisco Rodrigues de Miranda, um dos fundadores, e então proprietário do jornal 'O Fuminense';
(2) Em 22 de novembro de 1906;


SÉRIE: ARARIBOIA DE PARREIRAS

01 - Introdução
02 - A Encomenda e as Primeiras ideias do pintor
03 - O Contrato
04 - A Cidade Dividida
05 - Fundamentos para a Composição, por Antonio Parreiras
06 - Carta Aberta ao Insigne Pintor Antonio Parreiras, por J. A. da Silva
07 - Petição pede ao prefeito que não aceite o quadro de Parreiras
08 - O Quadro segundo Manoel Benício
09 - Surge Nictheroy, crítica de O Paiz
10 - O Quadro de Antonio Parreiras, por Rubens Barbosa
11 - Manoel Benício responde a Rubens Barbosa
12 - Parreira responde aos críticos





Publicado em 16/08/2021
Museu Antônio Parreiras