Pianista, Lícia Lucas nasceu em Itu, São Paulo. Começou os estudos de piano em família, com a professora Nail Cavalcante Lucas, graduando-se posteriormente na Escola Nacional de Música, na classe da professora Neida Cavalcante Montarroyo.

Depois de estudar em respeitados conservatórios europeus, Lícia Lucas aprofundou seus estudos no Brasil, com Homero de Magalhães, discípulo de Alfred Cortot, e na Itália, no Conservatório de Santa Cecília de Roma, com Vincenzo Vitale. Sua educação musical foi ainda aperfeiçoada com Bruno Seidhofer e Hans Graf, da escola vienense.

Logo no início da carreira, Lícia conquistou o Primeiro Lugar no Concurso para Solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira, com a interpretação do Concerto Coroação, de Mozart, sob a batuta do Maestro Eleazar de Carvalho. Na Itália, conquistou Medalha de Ouro no Concurso Internacional Viotti de Vercelli, sendo a mais jovem entre todos os concorrentes.

Chegou a se apresentar junto a mais de 40 orquestras sinfônicas da Europa, Estados Unidos e América Latina. No Brasil, fez parte de apresentações no Teatro Municipal de Niterói, Planetário da Gávea, Palácio São Clemente, Sala Cecília Meireles e Igreja Matriz de São Sebastião (RJ), entre muitos outros.

Como solista da Orquestra Filarmônica de Moscou, a pianista foi aclamada na Sala Tchaikovsky, em Moscou, obtendo resenhas positivas da crítica especializada. Em 2003, nas comemorações do 300º Aniversário da fundação de São Petersburgo, Lícia voltou à Rússia como solista convidada da Orquestra do Teatro da Ópera e do Ballet do Conservatório de São Petersburgo.

Também tocou na inauguração do III Festival da Cultura Ibero-Americana, na Sala Glazunov do Conservatório Estatal de São Petersburgo Rimsky-Korsakov e gravou os concertos de Tchaikovsky e Grieg com a Filarmônica de São Petersburgo.

crítica
“Na solene cerimônia de inauguração da Sala P.I. Tchaikovsky, veio à cena uma encantadora mulher, tão modesta como elegante. Logo que seus dedos tocaram os primeiros acordes, a audiência sentiu que intervinha uma brilhante pianista, capaz de competir com os mais destacados pianistas do mundo... Somente a explosão de aplausos e júbilo podem devolver o mundo para a realidade do acontecido”. NATALIA CONSTANTINOVA - REVISTA AMÉRICA LATINA, 2002
“Magnífica, gloriosamente sincera. [...] Sua interpretação emparelha a dos maiores pianistas, como Vladimir Horowitz”. DIÁRIO POPULAR, de São Paulo.







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Museu Antônio Parreiras