Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira, ou Zélia Duncan, nasceu em Niterói, no ano de 1964 e, em 1971, mudou-se com a família para Brasília. O marco inicial de sua carreira foi a conquista do primeiro lugar em um concurso na Sala Funarte, RJ, em 1981. Aos 22 anos, em 1987, voltou a Niterói, morando com sua avó Zélia.

Neste período, cursou Teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e realizou diversas outras atividades: trabalhou no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), foi locutora da rádio Fluminense FM e backing vocal de José Augusto e de Bebeto. Foi escolhida para representar a cidade de Brasília no Projeto Pixinguinha e, ainda em 1987, teve sua estreia como solista no Botanic, no Rio, quando ainda adotava o nome artístico Zélia Cristina.

Em 1990, lançou, pela Eldorado, o LP "Outra Luz", pelo qual recebeu duas indicações para o Prêmio Sharp nos quesitos Revelação e Melhor Cantora Pop-Rock. No mesmo ano, apresentou-se em programas de televisão como Jô Soares Onze e Meia, Programa Livre, Vídeo Show e Metropolis, além de ter passado um semestre nos Emirados Árabes, cantando no Hotel Meridien.

Voltou em 1992 e gravou uma faixa no songbook de Dorival Caymmi produzido pela editora Lumiar. Mudou o nome para Duncan (nome de solteira da mãe) e passou a ser incluída numa nova safra de cantoras que surgiu na década de 90, ao lado de Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e Marisa Monte.

Em 1994, saiu o CD "Zélia Duncan", incluindo o hit "Catedral" (versão do sucesso da cantora alemã Tanita Tikaram, produzido por Guto Graça Mello e que foi eleito como um dos dez melhores álbuns latinos de 1994 pela edição de fim de ano da revista americana Billboard. Em 2004, Zélia lança "Eu Me Transformo Em Outras". Baseado no show homônimo, o disco traz interpretações da cantora que deixam de lado a marca pop que a consagrou para experimentar os caminhos do samba.

Em 1997 gravou "Intimidade", que a levou para uma temporada no Japão e Europa. No ano seguinte, é a vez de "Acesso", produzido por Christiaan Oyens, com maior teor folk e pop e com participações de Jacques Morelenbaum e do grupo Uakti. O álbum seguinte foi “Pré Pós Tudo Bossa Band”, lançado em 2005 pela Duncan Discos. A canção título, que abre o CD, é um composição de Zélia com Lenine. Além disso, o trabalho também traz parceria com Mart´nália, Moska, Pedro Luís, Beto Villares e Christiaan Oyens.

Em 2006, a cantora se uniu aos irmãos Serginho e Arnaldo Baptista e o baterista Dinho e saiu em turnê internacional na badalada volta dos Mutantes, substituindo os vocais que um dia foram de Rita Lee. O sucesso das apresentações na Europa foi tão grande que Zélia foi convidada a integrar oficialmente a banda. ?

Em 2008, Zélia se uniu à cantora Simone para lançar o DVD ‘Amigo é casa’, projeto que Zélia levou paralelamente ao seu trabalho solo. No ano seguinte, gravou o CD ‘Pelo sabor do gesto’, muito bem recebido pela crítica e pelo público. Com esse trabalho, recebeu uma indicação ao Grammy Latino 2009 e ganhou o prêmio de Melhor Cantora na categoria Pop/rock da 21o. edição do Prêmio de Música.

Em 2011, Em comemoração aos seus 30 anos de carreira, em 2011, a cantora gravou o DVD 'Pelo sabor do Gesto Em Cena' (indicado em 2012 ao Grammy Latino), e estreou o espetáculo “Totatiando”, inspirado na obra de Luiz Tatit e dirigido pela atriz Regina Braga. Em junho do ano seguinte, foi convidada por José Maurício Machline a apresentar a 22ª edição do Prêmio de Música Brasileira, ao lado de Luana Piovani. Ainda em 2012, e paralelamente aos shows, Zélia gravou um CD apenas com músicas de Itamar Assumpção, ‘Zélia Duncan canta Itamar Assumpção Tudo Esclarecido’, lançado no final do ano pela Warner Music e vencedor de duas categorias do Prêmio da Música Brasileira de 2013. No segundo semestre, Zélia voltou a apresentar “Totatiando” e manteve o espetáculo, aclamado pela crítica, em turnê pelo país.

Em 2015, relançou o álbum "Eu Me Transformo Em Outras", em CD e DVD, e lançou o CD “Antes do Mundo Acabar” - este trazendo 14 sambas, sendo dez inéditos e nove com a assinatura de Zélia com parceiros -, ambos pela gravadora Biscoito Fino. No mesmo ano, Zélia inaugurou coluna semanal no jornal O Globo, um dos veículos de maior circulação nacional.

Em 2016, Zélia continuou em cartaz com “Totatiando”, desta vez através do projeto Vivo EnCena, e saiu em turnê com o show “Antes do Mundo Acabar” com apresentações pelo Brasil. Com este álbum, Zélia foi consagrada na 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira com três prêmios, o de Melhor Canção (“Antes do Mundo Acabar”) e os de Melhor Álbum e Melhor Cantora na categoria de Samba.







Publicado em 0000-00-00
Museu Antônio Parreiras